Professor de Meditação | Psicoterapeuta da Alma & Life Coach | Orador | Escritor | Hipnoterapeuta | Sexualidade Sagrada

3 de dezembro de 2014

Colhemos o que semeamos | O Emprego e a Verdade Pessoal


Um homem plantou os seus campos, usando as melhores sementes da região.
Algumas dessas sementes caíram à margem do terreno... e vieram os pássaros e comeram-nas. Outras sementes caíram em terrenos rochosos e rapidamente começaram a brotar, mas ao vir o sol elas morreram queimadas, pois não tinham raízes. E sim, existiram sementes que caíram em terreno fértil e com as perfeitas condições para que elas - as melhores sementes da região - pudessem vingar. JC

Plantemos nós, então as melhores sementes na terra fértil e devidamente preparada para a vida. De que adianta deitar sementes para a terra que não está apta a receber e a contribuir com a vida?

Não leram já que colhemos o que semeamos?
Não leram já que o que dão a vós retorna?
Não sabem já que, tudo o que é manifestado pela presença à presença voltará?

Que estamos a fazer nestes tempos, onde o conhecimento e a liberdade em ser, são diferentes de tempos em que éramos reprimidos e silenciados? Por ventura temos assim tantas preocupações ligadas à sobrevivência que nos impeça de agir e ser verdadeiros?

Naqueles tempos, em que ainda víamos com o coração e acreditávamos nas mensagens que nos chegavam através dos sonhos, não precisávamos de emprego, de uma posição, estatuto ou riqueza. A maior riqueza era ser na presença do criador, do grandioso Deus que habita e é em todas as coisas. O maior dom, era sentir com os olhos e ver com o coração. A maior riqueza era poder deslumbrar cada despertar com suprema gratidão pela vida e pela possibilidade de continuarmos a concretizar a nossa existência.

De que nos esquecemos? Porque deixámos de acreditar?
Não entendem de que são feitos? Não percebem ainda que a queda do homem, o momento em que deixámos de acreditar em procurar ser a divina presença na terra, aconteceu simplesmente porque se esqueceram de quem são?

... e o que são?... e o que somos?
Manifestações, fragmentos do cosmos, parte da gloriosa e magnifica essência da verdade, a única que torna possível a existência. Somos vida, apenas vida, consciências disponíveis para a partilha e para a experiência em tempo real de ser apenas o que somos e o que desejamos ser.

Se vos dissesse que a vida é apenas este momento, muitos de vós entenderiam e percebiam. Mas se vos dissesse que este momento é o último momento em que podem ser o que são, muitos de vós reagiriam, questionando e argumentando 'Nunca sabemos o que pode acontecer a seguir... como poderia eu viver com a lembrança de que este é o meu último momento?? Seria eu capaz de me entregar à vida e criar todas as condições para viver?'... 

Em verdade vos digo, a questão da vossa concretização não se encontra no que fazem, no que criam ou no que manifestam... mas no que são! 

Precisamos lembrar-nos que a verdadeira essência da vida habita na lembrança de que o maior objectivo é viver ao encontro do que somos e acreditamos.

Perdemos demasiado tempo a deitar sementes para terras que não estavam preparadas. Perdemos demasiado tempo a tentar encontrar os 'culpados' para que a sementeira não vingasse. Este é o tempo da verdade... o tempo que que todos esperávamos... em que podemos ser apenas o que somos e lembrar-mo-nos que somos detentores do poder que gere o lançamento das sementes e a preparação da terra.

Como podemos estar a semear liberdade, se ainda acreditamos que dependemos do dinheiro, do emprego, de uma posição ou estatuto para ser?
Como podemos estar a semear verdade, se ainda nos baseamos na mentira, quando contribuímos para algo que não faz sentido?
Como podemos estar a semear a força, o poder e a lembrança que podemos ser e existir independentemente das condições em que nos encontramos, se continuamos a dar o peixe em vez de ensinarmos a pescar?

Sejamos então a presença e o momento e tudo se ajustará... tudo se tornará real!

Em amor e gratidão

JC

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