9 de novembro de 2018

Sou, em cada dia, a melhor versão de mim!

Desde criança que questiono a existência, a razão e o propósito das coisas e da vida. Lembro-me de olhar para as estrelas e ter a consciência que existia um observador 'por detrás' de quem estava a observar. Pensava: 'Se ficares aí, nesse lugar, atrás de quem observa, talvez consigas encontrar uma resposta às tuas questões...'

Atento a tudo, presente em cada momento, lembro-me da posição de ouvinte passivo em que fingia estar ocupado a brincar, quando na verdade, estava a tentar perceber o que os adultos falavam.

Até aos meus 15 anos, vivi numa herdade em pleno campo, no Alentejo, com a minha família. O meu pai era o capataz e a minha mãe a governanta do local. O meu avô paterno guardador de vacas, o meu avô materno guardador de porcos. Uma infância feliz, saudável e rica em experiências com a grande Mãe Terra.

Como tinha um ar dócil, simpático e atento, envolvendo-me com tudo e todos os que comigo se cruzavam, todos simpatizavam comigo e me acarinhavam. Desde muito cedo que comecei a ouvir a expressão: 'esta criança é especial'.. 'esta criança tem algo de diferente'... esta criança veio com uma missão especial'... 'é demasiado sensível, tem mediunidade'... - e eu questionava o que queriam dizer com isso!!!

Questões como abraçar uma árvore, escutar o coração da mãe terra, falar com os animais, plantas e flores, ficar preocupado com uma formiga por esta se ter perdido na sua viagem de retorno a casa - tudo isto eram questões absurdas e muito estranhas para pessoas demasiado ocupadas com os seus dramas emocionais e procedimentos existenciais de quem precisa corresponder ou ser aceite por uma sociedade. Ninguém entendia este meu comportamento e atitude!!

À medida que fui crescendo, desenvolvi a tendência em procurar a companhia dos mais velhos, dos mais sábios, para ouvir as suas histórias e aprender com eles.

Aos 16 anos, após mudar para a aldeia mais próxima, onde os meus pais tinham casa, vivo um colapso emocional, que me abre as portas do coração e me mostra a verdadeira essência do amor - que nada mais foi do que a manifestação da resistência ao crescimento e à suposta necessidade de abandonar aquela criança que se preocupava com as formigas.

Naquela altura, pela ligação que tinha à igreja, Jesus era a minha referência de Amor Maior. Um dia, ao acordar, os meus olhos, o meu sistema de processamento da realidade onde estava inserido, mostrou-me a vida de forma diferente - eu via apenas amor em tudo. De repente, era como se tudo fosse observado através de um novo filtro ou véu, de um 'eu' que continuava presente.

Ao mesmo tempo, em mim, existia a mesma sensação da criança que observava aquela presença, que estava 'separada' da pessoa que agia. Como se de repente, algo tivesse possuído o meu corpo e em simultâneo eu tivesse apenas ficado com função de vigilante, sem nada poder fazer para alterar aquela condição.

Depois de algum tempo nesta condição, percebendo que não era compreendido, desejei a morte e deitei-me na cama em postura de desistente, esperando que o momento chegasse.

Após 40 dias, recusando comer, deitado, em que apenas me levantava para fazer as necessidades básicas, vivo uma experiência transcendental, experiência quase-morte ou abandono consciente do corpo, que me mostra uma outra dimensão da existência.

Percebo através dessa experiência que só tinha uma única possibilidade de viver esta personagem com o nome de 'Joaquim' e que por isso, teria que me agarrar à vida - agora com uma nova informação: era muito mais do que somente essa personagem... era infinito... era o que estava antes do nome e da própria personagem.
Nesta fase apenas fica uma espécie de 'lembrete' na minha mente - 'Vais morrer aos 33 anos!'

Entre os 16 e os 33 anos, tentei fazer uma vida 'normal', de alguém que toma como objectivos de vida ter um emprego seguro, ganhar dinheiro, ter um relacionamento, família... 

Aos 27/28 anos, conheço a essência da meditação, através de uma experiência associada à sensibilidade psíquica, tornando a meditação a minha aliada principal, através de práticas diárias e facilitação a grupos.

Aos 33 anos, vivo uma experiência social, numa família Cubana, que por afinidade de relacionamento, era minha família também, que me abriu o coração e me transformou. Transformação que nada mais foi que um retorno à essência da tal criança que sentia a vida e a terra de forma especial, com a diferença de que, agora havia amadurecido e construído um alicerce emocional válido e coeso que me permitia viver toda essa conexão em naturalidade!

Foi desde então que comecei a dedicar-me ao serviço da partilha.
Nessa altura já facilitava meditações, fazia massagens e tomei a decisão de dar mais um passo e começar a atender pessoas, para orientar e ajudar, através da minha capacidade psíquica em me conectar com o outro sem julgamento.

A minha religião é o amor, a verdade e a liberdade de ser.
O meu propósito aqui é ser apenas a melhor versão de mim.
Fazer acontecer esta personagem, que tal como um peixe na água, é ciente da sua história, do seu passado, do 'eu', mas que não se identifica... ou confunde com isso. Sei, em cada acordar, através da lembrança criada diariamente que, sou profundamente grato por tudo o que está para trás deste momento presente, porque foi graças a isso que cheguei e continuar a chegar mais próximo da essência mais pura e divina no que está e habita antes 'de mim'.

Não sou isto. Sou o que está antes disto.
Sei que tudo isto, toda esta consciência ou visão da vida, pode ser uma forma que arranjei para tornar toda esta experiência mais fácil e feliz, pois sei que, ao afirmar que sei, distancio-me da verdade que sou e por isso nada sei.

Não és isso que vês e tocas - és o que está antes disso... antes da tua história, antes dos teus dramas e passado. 

Somos vida. Somos amor.
Centelhas desprendidas da fonte primordial, incorporando um papel... expressando uma deixa que é única e que nunca se repetirá, neste grande palco existencial que chamamos vida.

Por isso, e por tudo o que me é permitido sentir, acredito que o propósito é viver o 'AGORA', porque só esse 'agora' tem a solução e a cura para todos os nossos dramas e questões internas.

Acredito e sinto que, este é lugar, o momento e a grande oportunidade para viver, experienciar e celebrar o que viemos ser - ser isso mesmo, o resultado.

Como humanos, demos grandes passos evolutivos. Agora, talvez nos falte o maior deles todos - aceitar que, como personagem somos só isto, só este papel no palco, esta dimensão 'eu' individual e ÚNICO. E como alma ou espírito, somos divinos, infinitos, livres e UM SÓ!

A minha acção como terapeuta, coach, ou treinador do corpo e da alma, está focada para trabalhar no melhor de todos os que me procuram, porque sei que essa é a chave para a nossa evolução mais feliz e em paz.

Se queres viver a experiência do divino em ti, vive antes de tudo a experiência total do humano em ti, e depois perceberás naturalmente o quanto divino tu já és, sempre foste e serás!

Somos e estamos ligados.
Somos o pulsar do universo, a expressão mais pura do Criador, 'Deus' ou Cosmos, traduzida em forma humana.

O nosso papel aqui, neste exacto momento é desenvolver condições para manifestarmos e sermos o melhor de nós mesmos. Através da inteligência que habita em nós, da capacidade em  compreender através da consciência, da humildade em aceitar e agradecer o que já temos e somos e sobretudo o compromisso em assumir a responsabilidade total sobre a nossa própria vida - assumindo o comando e mantendo-nos focados no essencial - ser a melhor versão de nós próprios!

Até já,

JOAQUIM CAEIRO
O Retorno à Fonte Primordial
O Caminho do Coração
jcaeiro@live.com.pt | 960 059 885

5 de novembro de 2018

Quem ou o que comanda a tua vida?

Quem ou o que comanda a tua vida diariamente - a tua mente ou és tu? 
Como acontece esse processo interno que promove a vontade da acção, o desejo da concretização e a força anímica para criar a direcção?

Ouvimos falar em 'poder da mente' e criamos a ideia ou representação interna de que a mente tem um poder maior sobre nós mesmos. Na ausência do conhecimento, por não nos terem mostrado como o processo da vida funciona, automaticamente assumimos que esse tal poder é o alibi para justificar a nossa inércia e falta de vontade ou entrarmos em depressão. Na maior parte das vezes, corremos o risco de viver uma vida a fingir que o fazemos, escoltados por essa crença que nos inibe de ser o que viemos ser aqui! Existem centenas de pessoas que morreram e continuam a morrer sem nunca terem entendido e percebido o que eram na realidade, como criação perfeita dotada de um poder infinito!!

Antes de mais, é preciso criar disponibilidade interna para o entendimento.
Se existem medos, traumas ou crenças demasiado enraizadas, o que acontece dentro de ti ao leres este artigo, é apenas uma brisa suave na tua consciência, mas pouco mais. Mas se abres o teu coração, usas a tua inteligência e crias disponibilidade para 'beber'... 'receber'... 'deixares-te lembrar', tornares-te aprendiz, aluno e em posição humilde de partilha - então, dentro de ti acontecerá um furacão, que irá mexer no teu alicerce e estrutura no que diz respeito à ideia e representação interna que criaste da vida e de ti mesmo.

A mente mente, como processa o que lhe dizemos para processar, ela não descorre a verdade ou mentira associada a isso. A mente não é inteligente, somente cumpre a sua função de 'fazedor', ao receber as instruções, estímulos e imputs que vão sendo dados através do teu comportamento diário. 

Inteligência é, a associação do conhecimento adquirido, conjugado e ajustado com a tua realidade pessoal e única de forma a fazer-te acontecer no melhor de ti mesmo!

Uma flor, uma árvore, a terra, é mais inteligente que a mente humana.
Uma flor, uma árvore, a própria terra, usam os seus mecanismos inteligentes para se fazerem prosperar e viver o máximo do e no seu melhor, até esgotarem todas as possibilidades. Não perdem tempo com tretas, nem tão pouco questionam - somente se focam no essencial - são!

Parece um pouco excêntrico esta forma de ver as coisas, mas foi isso que me ajudou a entender o quanto eu sou responsável pelo bom funcionamento da minha mente. Na verdade, foi esta forma de ver a vida que, me levou à consciência de que a mente é uma espécie de 'tradutor' da minha inteligência natural e da minha essência mais verdadeira.

Portanto, mais do que nunca é importante parar e perceber o que andamos a fazer com a nossa mente.
Somos perfeitos, inteiros, do ponto de vista existencial - pensamos, sentimos, vivemos, criamos cenários internos, imaginamos, transformamos. O nosso corpo, as nossas células, os nossos orgãos internos tornam possível o nosso acontecimento neste papel e nesta personagem, de forma autónoma - sem ser necessário o nosso comando ou instrução. (mesmo se o quiséssemos fazer, não conseguiríamos - portanto, tudo isso é perfeição! )

Mas com tudo isto, como podemos assumir o comando?
Como podemos criar condições para tomar as rédeas da vida, através do comando da mente?

Antes de tudo precisamos entender que, o facto de termos andado uma vida toda (a nossa idade actual), a fazer, a ser, a acreditar de determinada forma, a nossa mente naturalmente toma isso como certo, válido e real. Ou seja, por defeito, sempre que tentares aceder ao comando central, serás confrontado com a fluidez natural da tua mente, que corresponde ao antigo, ao passado, ao que foi repetido milhentas vezes - o que é perfeitamente natural - ela apenas cumpriu o que lhe mostraste como 'comando'!

Normalmente, quando encetamos esta jornada de auto-descoberta, desejamos resultados rápidos, pois tomamos consciência que já perdemos demasiado tempo a 'nhanhar'... E aí, partimos logo para a acção em criar mecanismos para PARAR a mente, o que está completamente errado!
Como vamos parar a mente de repente, se foi ela que nos trouxe até aqui? Como podemos descurar, desrespeitar a sua humilde existência, como 'criada', contrariando o que nós próprios criámos e incentivámos a fazer e a ser??

Então o primeiro de todos os passos, é naturalmente 'dar as mãos', criar pacificação e ser em amor e gratidão por todo esse processo que pode representar cenas do passado, memórias ou quaisquer outras situações que nos desagradem. Na verdade, sabendo que existe um 'eu' que observa a mente a funcionar, saberás naturalmente que isso que a mente processa não és tu, somente são rasgos, fragmentos, lembretes do que te inspirou como humano ainda meio adormecido a ser!

Depois de criares essa proximidade e ligação amorosa e natural, a tendência será em relaxares mais, porque percebes que não tens nada que fazer com o que já está feito e sim inserir nova informação.
Mas para inserir nova informação, precisas de espaço e é aí que entram os tais 10' ao acordar e 10' ao deitar. A prática diária dessa presença, promove uma consciência contínua e real do que estás a viver, como ser/individuo que estás a despertar ou a procurar respostas. ( Fazê-lo de vez em quando, deixarás o trabalho a meio e terás apenas um rasgo da visão que poderias vir a ser, sem nunca o ser na totalidade!)

Depois desta prática, ao fim de algum tempo de habituares a tua mente a não lutares contra ela e a seres um parceiro e amigo dela, ela sossegará e naturalmente começará a processar a quietude, a paragem, pois é essa instrução que lhe estás a dar!! Simples não achas?!

E será nesta fase que deves inserir as instruções certas de forma a canalizares a tua energia, foco e atenção para o que realmente queres para a tua vida!

Como deves fazer isso?
Acho que, neste momento da tua viagem, o ideal é procurares o teu PT da Mente e do Coração (moi même 😁) e assumires um compromisso contigo mesmo em criar um plano de acção válido e real para a tua felicidade e bem estar!

Faz sentido para ti? Partilha. Submete o teu email para receberes os meus artigos. Faz acontecer. Ao partilhares e expandires o que em ti ressoa como verdade, estarás automaticamente a começar a educar a tua mente para um processamento mais perto do que desejas para ti e para a tua vida!

Abraço-te em gratidão por estares aí.

Joaquim Caeiro
Life Coach | jcaeiro@live.com.pt

4 de novembro de 2018

Conquista os teus sonhos

Seja o que for que desejes para a tua vida, é alcançado mediante uma sequência de acções básicas e fundamentais à sua concretização. 

Antes de tudo - define o que queres para a tua vida. Dedica algum tempo a isso, e define com clareza, o que queres nas diferentes áreas da tua vida, ou então, define exactamente o que pretendes alcançar como objectivo principal.

Como o podes fazer?
Se não consegues identificar o que queres, começa por identificar o que não queres.

Depois de definir o que queres realmente, traça o plano de acção para o alcançar. O que precisas fazer para te aproximar desse sonho ou desejo? Que acções deves tomar? Em que locais precisas de estar mais tempo? Com que tipo de pessoas precisas partilhar determinados momentos que possam levar-te ao que pretendes?

Somos energia. Os pensamentos, emoções e crenças traduzem-se num determinado tipo de vibração ou frequência vibratória, que naturalmente atraem o mesmo género vibracional.
A tendência natural, pela complexa matrix emocional inconsciente que estamos sujeitos  - imprescindível à nossa concretização como humanos - em repetir padrões vinculados ao ego dramático e 'fazedor', torna por vezes difícil a compreensão do que devemos fazer para contrariar a tendência em atrair mais do mesmo. Algo que acontece em todas as áreas da vida!

Antes de tudo precisas perceber como todo o processo da atracção funciona.
Se chegaste a uma altura da tua vida e não te sentes satisfeito ou feliz pelo que tens e és, então sabes que existe algo que tens de fazer ou 'acrescentar' à tua forma de estar e ser, caso contrário continuarás a ter e a ser mais do mesmo.

Normalmente, quando atingimos esta consciência, a mente encontra-se no caos... no cansaço e na confusão. E se é na mente que tudo começa, então talvez o primeiro passo seja, cuidar da fonte principal, para que tudo possa ser mais fluído e natural.

Por exemplo, no caso de alguém que deseja atrair um relacionamento, naturalmente encontrar-se-à em vibração de solidão, tristeza, falta de auto-estima. Para esta pessoa atrair um relacionamento de acordo com os seus ideais, antes de tudo precisa convencer-se que merece esse mesmo relacionamento e fazer o que for necessário para vibrar a crença de que 'está a caminho' - em vez de vibrar 'pobre de mim, estou só e ninguém me quer'!

Mas como se muda esta vibração que de tão enraizada no subconsciente, devido aos padrões e registos da vida, se torna quase inacessível ao humano mais distraído?
- Se queres algo diferente para a tua vida, faz algo diferente do que tens feito!! Porque se continuares a fazer o mesmo, o resultado será o mesmo - certo não?!

Então depois de definires o que realmente desejas para ti, investe tempo em entender qual o caminho até esse desejo ou sonho. A seguir define as estratégias necessárias para que esse caminho se torne real e começa pelo principio - a criação da crença de que vais alcançar e atrair isso!!

Como? Voltas a perguntar!
- Repetindo todos os dias o que achares necessário para que possas convencer a tua mente do que sabes ser essencial! Não existe volta a dar - passa pela tua entrega e acção contigo mesmo, em ti mesmo e para ti mesmo!

Para esta acção precisas usar a tua INTELIGÊNCIA.
Deixares o coração de parte - porque até te atrapalha neste sentido, pois está ligado à dramatização ilusória - e agires com a tua parte racional!

Para atrair um relacionamento por exemplo, eu faria o seguinte:
- 1º - arranjaria espaço no roupeiro e em casa para uma pessoa
- 2º - colocaria um ou mais lembretes que me dissessem diariamente que é possível a presença de alguém na minha vida (através de imagens em locais estratégicos...)
- 3º - tomava a decisão de assumir o comando da minha mente, em vez de deixar que a mente me comandasse a mim (os tais dez minutos diários de presença ao acordar e ao deitar)
- 4º - à medida que aprofundasse a condição de presença, usar estratégias e exercícios para alterar a minha vibração do drama... da solidão... para uma vibração de amor, merecimento e gratidão (respiração e trazer à memória momentos marcantes que nos fizeram sentir plenos, felizes e realizados...)
- 5º - ocupar os 'espaços em branco' do meu dia, com situações, acontecimentos que fortalecessem a crença de que esse relacionamento já existe na minha vida
- 6º - manter o foco no cuidar, amar e aprender de mim e a mim, antes de me projectar na procura que alguém o faça por mim
- 7º - confiar e largar - que é o mesmo que dizer - 'está feito!'

Com esta postura só tens a ganhar - mesmo que demore algum tempo a acontecer, enquanto isso sucede e não sucede, estás a ocupar o teu precioso tempo a investir na construção de uma atitude diferente da anterior, que naturalmente dará resultados completamente diferentes!!

Mas claro, o meu papel como 'PT do Corpo e da Alma', é ajudar-te, mediante a tua singularidade como individuo a traçar esse plano, e a caminhar ao teu lado para que tudo possa ser bem mais fácil!!

Lembra-te que o corpo demora entre 20 a 30 dias para assimilar uma acção como válida e cerca de 3 meses - com prática diária e focada - para a concretização do sonho ou do que te aproxima do mesmo!

Foi útil?

Precisas de uma mãozinha?
Fala comigo | jcaeiro@live.com.pt

Até já 💗

Joaquim Caeiro
Life Coach | PT Corpo & Alma

1 de novembro de 2018

Espiritualidade sem Religião é o caminho (parte I)

Espiritualidade, ou 'actualização do espírito', é um conceito que tem vindo a  mudar ao longo dos anos da nossa existência como humanos inteligentes.

Se antes associávamos espiritualidade a uma igreja, religião ou seita, hoje, felizmente começamos a encarar 'espiritualidade' cada vez mais próxima da sua essência original - livre e real.

Devido aos saltos quânticos internos que a humanidade deu dentro de si mesma - cansada de ser mutilada, enganada, manipulada e ultrajada - abrimos o coração à possibilidade de nos termos enganado durante milénios, no que toca ao caminho para a paz e amor. São cada vez mais os adeptos de uma filosofia espiritual ou de desenvolvimento humano mais limpa, livre de conceitos castradores e limitadores.

O percurso
Sinto-me feliz e ao mesmo tempo orgulhoso, de todo este percurso que escolhi fazer em mim, com o mundo, contigo e com tudo. Ao olhar para trás, vejo-me a 'testar' a minha existência nas suas mais variantes possibilidades evolucionais.

Oriundo de uma família pseudo-católica (digo pseudo, porque se praticava a crença teórica, mas não existia prática assídua), aprendi a ver a vida como a  maior parte de nós - com um 'Deus' a guardá-la e a geri-la! Um Deus que, se foi alterando ao longo dos anos de experiência em mim.

Lembro-me em pequenino, quando a minha mãe me dizia que Deus tinha barbas brancas e que estava de olho em mim, eu imaginava-o sentado no céu a olhar para mim. Nas trovoadas, a minha mãe dizia que era Deus a ralhar connosco e eu perguntava - mas que mal fiz eu para tudo isto??

A atracção por algo maior, que na altura não sabia o que era, fez-me procurar respostas e perceber a verdade associada a esse sentimento. Comecei pela igreja. Aprendi a tocar viola, comecei a dar catequese (uma catequese um pouco alternativa, pois criava as histórias à minha maneira 😏), fiz o crisma, a profissão de fé e quase tombei para o sacerdócio (que desgraça seria se o tivesse feito... 😜). A minha fé, apesar de se expressar junto da igreja, estava 'mais além' - em algo que não era uma imagem, um sermão, uma oração ou uma acção determinada associada à igreja. Hoje, ao olhar para trás, percebo que a minha fé estava associada à essência humana, ao tal Deus, mas que vive dentro de cada um de nós e está presente em todas as coisas, porque todas as coisas somos nós!

Após o período da igreja e perceber que existia muita incongruência entre o que se professava e o que se fazia no dia-a-dia, investiguei uma série de outras religiões, filosofias e práticas religiosas espirituais.

A minha ligação tão natural e intensa à terra e ao simples, faziam-me sentir incompleto, quando estava perante uma expressão de fé associada a uma igreja ou determinada religião. No entanto, não sabia exactamente o que era verdadeiro... sabia que estava lá, mas não o conseguia ver com clareza!

Aos 16 anos, num retiro da igreja de 4 ou 5 dias num mosteiro em Vila Viçosa, vivo experiências únicas no que toca à dimensão do contacto humano real. Para um adolescente que vem de uma família em que o pai é alcoólico, a mãe submissa, agressões e falta de manifestação de afecto directo, uma experiência deste género é realmente um oásis! Ainda me lembro do momento em que, uns tocavam viola, outros dançavam, outros lavavam a loiça, outros secavam, outros arrumavam - e tudo numa sintonia tão perfeita e amorosa, que me fazia sentir pleno e super feliz. (algo que serviu de inspiração para os meus retiros no Monte da Fonte).

Saí desse retiro com o coração cheio. A dimensão da minha fé estava diferente e sentia-me capaz de enfrentar o mundo!!

Chego a casa, entusiasmado e ansioso para partilhar o que vivi naquela experiência, mas não me sinto ouvido e fico triste. Agora ao escrever tudo isto, percebo que, talvez tenha sido essa quebra emocional que me fez explodir e ficar sem controlo no que dizia e fazia. 
Uns dias, após esses momentos, acordo e sinto-me tal como no retiro - pleno e cheio de amor - mas na posse de algo maior ainda! Sentia-me como Jesus (o Jesus que eu sempre imaginei - humano sensível, amoroso e conectado com tudo e todos).

Os meus olhos viam amor. As minhas mãos tocavam amor. Os meus passos e movimentos eram amor. A brisa era amor. O cheiro, por mais nauseabundo que fosse, era amor - tudo era amor!!

Como se, de repente tivesse 'caído' para o meu poço interno emocional, e me tivesse perdido no turbilhão de emoções, crenças e registos representativos da minha realidade individual e única. A referência máxima de amor, naquele momento era Jesus, portanto eu acoplei-me a essa crença.

Fui dado com louco, apesar de tudo o que dizia fazer sentido e tocar os corações - e eu pensava: 'Como é possível que algo tão real e intenso seja rejeitado e ignorado? Como é possível que estas pessoas não consigam aceitar a possibilidade de falar mais nisso e expressar mais isso aos outros?!'

A minha mente, naquele instante, estava em estado alfa-teta, um misto de relaxamento aprofundado com uma consciência subtil. Uma espécie de véu que se tinha colocado à frente da minha visão interna e me fazia agir completamente desenquadrado deste tempo e realidade.

Fui medicado e sujeitado a tratamento médico intenso. Lembro-me da sensação de 'aprisionamento' da minha liberdade interna, sempre que uma injecção ou tranquilizante começava a fazer efeito. Uma liberdade que, apesar de parecer louca, era onde me sentia pleno e conectado ao amor puro. Os espasmos resultantes dessa reacção eram dolorosos, do ponto de vista emocional... uma tortura autêntica!

Fugi vária vezes. Descalço, vestindo por vezes o pijama, ou pouca roupa e apenas uma gabardine castanha que me reportava ao efeito túnica. Descalço porque queria sentir a terra - como se algo me chamasse de lá!!

Tudo isso atingiu o seu auge quando subo às muralhas do castelo de Monsaraz, e com os pés à beirinha da muralha, abro os braços, grito, choro e expresso a minha gratidão pela sensação que estou a viver. As pessoas pensavam que me ia suicidar!! Mas na verdade, estava a tratar do meu renascimento sem saber. Naquele momento - sensação que hoje se mantêm viva -, senti-me ainda mais conectado com tudo... tudo era perfeição absoluta, eu era aquelas campos, aquelas planícies e montanhas... era aquelas casas, aquela brisa que me abraçava... 
Foi após esse momento de catarse que tomei a decisão de morrer.

(Anos mais tarde, aos meus 40 anos, já estando desperto, consigo perceber a associação e semelhança entre o meu comportamento e o comportamento de Francisco de Assis, quando é retratado no filme a subir ao telhado por 'nada'!)

Deixei-me levar para casa, como quando Jesus é levado a ser julgado. Permaneço em silêncio. Apenas o meu olhar e o meu sorriso falam. As pessoas tentam extrair palavras da minha boca, mas era tarde de mais - havia percebido que aquela grandiosidade que estava a sentir não estava à altura de pessoas demasiado envolvidas em padrões limitativos de personalidade, por isso permanecia em silêncio.

Cheguei a casa, tomei banho, fiz a barba, vesti o pijama e deitei-me na cama de barriga para cima, com as mãos na barriga em descanso, e lembro-me do momento em que fechei os olhos sorrindo pensando, agora deixa-te ir... e confia!!

Foram cerca de 40 dias de cama. Apenas uma ou duas pessoas me conseguiam fazer comer. Estava decidido a morrer, pois não me sentia parte desta realidade.
E eis que, ao penúltimo dia, sou puxado através de um túnel afunilado. Colocado em frente a uma parede castanha com caracteres e símbolos. E é aí que acedo àquilo que hoje chamo - deus interno!

Nessa viagem interna, tomei consciência do que sou, como humano e de que existe apenas uma única oportunidade para fazer acontecer esta personagem chamada Joaquim com estas características. Foi isso que me fez voltar de novo à vida e lutar para poder viver esta experiência aqui de forma digamos 'mais normal'.

Essa 'visão', ou experiência-quase morte, é hoje a minha estrutura de segurança real - eu sei porque vivi, senti. Mesmo que isso tenha sido uma criação da minha consciência mais subtil, é algo que me reporta ao que está antes de mim... antes da personagem, antes da história deste 'eu' - e por isso, dá-me descanso!

A partir desse momento, no que toca à fé e às minhas crenças, uma parte de mim segurava fielmente tudo o que tinha vivido. Como se quisesse guardar, sabendo da sua importância. Outra parte de mim tornou-se mais inquisidora e desconfiada!

O percurso de auto-descoberta teve o seu auge aos 33 anos. 
Dos 16 aos 33 anos, tentei ser uma pessoa normal, ignorando grande parte de sensações e emoções que habitavam e habitam em mim. A experiência foi de tal ordem intensa que só a palavra 'Jesus', me modificava e tinha de accionar mecanismos interno extra, para me controlar e não voltar à postura de 'profeta'!

Conheci religiões, filosofias, práticas espirituais de todos os géneros. Fiz questão disso, pois não queria falar e opinar sobre o que não conhecia! Mas foi na simplicidade de uma palavra, dita por uma negra super, hiper-querida e amorosa, com um charuto na boca, que me abriu o coração e me fez perceber que estava no momento de seguir a minha fé e expressar uma vida com espiritualidade livre, onde a religião não fazia sentido.

Obviamente, e por segurança, tive que testar a minha estrutura emocional-espiritual e energética, no que toca à forma como me poderia manifestar. Apesar de sentir a presença do amor, não queria descontrolar-me ao ponto de sair para a rua e abordar as pessoas como um profeta ou um 'Jesus'.

Hoje, após 11, quase 12 anos, de vivência em paz e amor, posso dizer-te que, o verdadeiro caminho para a paz e amor, é a espiritualidade sem religião. Questionei várias vezes, colocando-me à prova, se tudo isto não era uma reacção do meu ego - mas em cada vez que o fiz e faço, o retorno é sempre o mesmo - se sou... se existo... se olho e sou eu que olho... se vejo e sou eu que vejo... se falo e sou que falo... se imagino e sou eu que imagino - então sou eu o criador! Tudo começa e termina em mim, e no momento que não começar não sou 'eu' - e será aí que serei o verdadeiro!! Até hoje, nada me demoveu desta forma de ser estar - pois só isto faz sentido para mim!

Sim posso estar enganado e louco, mas antes isso do que sofrer como sofria em constante questionamento e procura!!

Por isso, volto a referir - já o fiz várias vezes ao longo destes anos - os gurus tem os tempos contados. As religiões que manipulam milhares de pessoas, estão a começar a infectar-se com o virús da verdade e só vamos ganhar com isso!! Merecemos viver plena liberdade em verdade, em vez de tentar viver a liberdade salpicada com conceitos e paradigmas que só aprisionam a verdade original de cada um! Mas tudo está certo e tudo faz sentido e parte da nossa evolução como humanos. Mas é tempo de dares/darmos um passo em ti/nós e fazeres/fazermos um pouco mais do que sabes/sabemos que estás/estamos a fazer por ti/nós - sem tetas, sem filtros e sem desculpas ou alibis

Na segunda parte deste artigo, irei fundamentar esta visão.

Por hoje, fico por aqui! Lembrando-te que, viver uma vida livre, em paz e amor, seguir uma fé ou espiritualidade sem religião, acarreta mais e maiores responsabilidades pessoais - não fazes parte nem segues religiões, mas terás de sentir-te parte delas em simultâneo - é a única forma de darmos o salto quântico enquanto humanidade em evolução, de outra forma estaríamos a julgar e a deixar um legado para trás de 'pseudo-verdade'!

Até já!

Abraço-te 💓

Joaquim Caeiro
Treinador do Corpo e da Alma | jcaeiro@live.com.pt

31 de outubro de 2018


CÓDIGO DA EVOLUÇÃO HUMANA
Os meandros do mecanismo evolucional humano

O que somos? O que viemos aqui fazer? Será que existe o tal propósito definido?
Que chaves podemos usar para aceder ao poder maior interior?
O que é realmente o poder interior? Como nos fazemos acontecer? 
Que padrões são responsáveis pela evolução em verdade?

UMA JORNADA DE APROFUNDAMENTO E ESTUDO DA ESSÊNCIA HUMANA

Estás pronto para o fazer?

jcaeiro@live.com.pt

Consciência Plena

Quando nos apercebemos que tudo acontece neste exacto momento, aceitamos a possibilidade da perfeição. É aí que aprendemos a deixar fluir e a gastar menos tempo e energia na tentativa de controlar ou manipular, seja o que for!

Foi em 2004/2005 que dei os primeiros passos na prática diária da meditação e facilitação a grupos. Cada sessão individual e de grupo, representava para a mim um salto quântico interno. A entrega e a fidelidade com que me dedicava à prática meditativa, promoviam em mim uma sensação de fonte inesgotável e infinita de possibilidades. 

Posso dizer que, a única referência que tive de meditação e que me empurrou para esta realidade de paz e amor, foi o Dr Brian Weiss. Através dos seus cd's, contactei, de forma mais presente e madura com esta prática que se revelaria mais tarde a plataforma da minha liberdade pessoal.

No inicio, a dificuldade em tornar real o que era pretendido, boicotava todo o processo e isso fez com que aprendesse a 'largar' a necessidade de 'querer' algo mais. Foi aí que percebi que, mais do que desejar acrescentar ou alcançar seja o que for, o que é verdadeiramente importante e essencial é estar e ser na presença e no papel do 'não desejo', da presença consciente ou testemunha plena.

Com essa descoberta, fui obrigado a começar a canalizar as minhas orientações de forma a que o participante percebesse a importância desta condição. A minha grande aliada foi, sem sombra de dúvidas a respiração consciente, que começou a fazer parte das minhas práticas individuais e de grupo e nos atendimentos em gabinete.

Então, passo a passo, comecei a encaminhar as minhas meditações na direcção do presente, onde o objectivo principal seria a construção de capacidades para nos tornarmos testemunhas de nós mesmos e de tudo o que nos envolve. Pequenos exercícios, como o sentir a água nas mãos, a brisa no rosto, observar a chama de uma vela ou mesmo olhar simplesmente para o horizonte, testemunhando apenas, tornaram-se os guiões da minha evolução interna. Percebi que, mais do que, inventar histórias... ou criar cenários idílicos, para relaxar, era importante trazer as pessoas ao agora presente - algo que só se consegue com a própria prática do presente.

Hoje, ao falar com uma senhora, falei em meditação, ao que ela reage muito assertivamente dizendo - 'eu sou mais da onda da mindfullness'! Fazendo surgir esta questão - Mas ser testemunha plena, ou praticar consciência plena da nossa presença não é o mesmo que Mindfullness?!!

Agarrados aos rótulos e à moda, de uma espiritualidade que surge numa era demasiado informativa, precisamos prestar atenção à coerência com que actuamos e fazemos as nossas escolhas!

É natural que, ao longos de milénios fomos assombrados com o medo de sermos manipulados por seitas, religiões fundamentalistas e afins, que nos tornou desconfiados e bastante definidos no que toca às escolhas nestas matérias do desenvolvimento pessoal/espiritual. No entanto, deveríamos questionar-nos o quanto estamos as ser verdadeiros e coerentes ao escolher algo que se tornou uma moda - fazê-mo-lo por ser moda, ou fazê-mo-lo realmente porque entendemos o seu propósito e essência?

A grande diferença entre duas pessoas que falam da mesma temática, prende-se com a vibração que cada um emana. Vibração que está de acordo com a experiência viva em si mesmo da própria temática. Um professor que fale sobre a sua própria história de vida e o que o levou a determinada consciência, emanará naturalmente, uma vibração mais inteira, real e verdadeira na sua partilha. Já um professor que apenas fala de uma experiência que alguém lhe explicou ou fundamentou como algo determinado, emanará uma vibração mais superficial e menos real!

Com isto, apenas quero dar um alerta para a forma como nos entregamos a caminhos que escolhemos e escolhas que fazemos. Tudo está certo e tudo tem um lugar na vida. O importante, é sabermos, no mais profundo do nosso ser, o que realmente desejamos para nós próprios...

Aos 16 anos, vivi a experiência quase-morte que me mostrou algo mais.
Aos 33 anos, perante uma experiência vivencial de 22 dias em Cuba, senti-me a renascer e acedi novamente ao meu interior e a registos semelhantes aos que tinha acedido aos 16 anos. 
Nessa altura percebi o que deveria fazer com esses registos - torná-los no meu comando principal, na minha bússola da verdade!
Agora as 44 anos, sinto que sou abençoado, por ter sido escolhido por mim mesmo, para fazer este trajecto à verdade existencial... a algo que quase me atrevo a chamar - código da evolução humana.
Um acesso que se traduz em algo maior. Uma espécie de véu que se desvanece e vai mostrando a seu tempo, em equilíbrio natural e fluido a sua essência maior. Sinceramente, é com humildade, amor e gratidão que me sinto de mãos dadas com a fonte! Algo que me impulsiona cada vez mais a torná-lo real com todos os que me procuram!

Por isso, posso não ter passado por escolas ou formações que ensinam Mindfullness, mas tornei-me desde há 10 anos para cá a experiência viva e real da consciência plena!

O meu propósito aqui é ser!
A minha missão é partilhar como tornei isto real e sóbrio.
A minha postura é de eterno aprendiz de mim mesmo - mim mesmo, como 'aquilo' que está para lá do 'mim'... muito além do 'eu'!

Convido-te a embarcares nesta aventura - aceitas tornar-te APRENDIZ DE TI MESMO e aceder à FONTE PRIMORDIAL?

Se a resposta é sim, fala comigo! Posso caminhar contigo lado a lado, de mãos dadas e mostrar-te como se faz!! ;-)

Grande abraço meu irmão que me lês e me sentes!

Joaquim Caeiro
Life Coach | jcaeiro@live.com.pt