Professor de Meditação | Psicoterapeuta da Alma & Life Coach | Orador | Escritor | Hipnoterapeuta | Sexualidade Sagrada

11 de março de 2016

A mente vive no passado - como podemos usá-la no agora?

 
 
A mente vive passado.
Tudo o que a mente processa mentalmente é passado, é memória.
O homem vive no passado convencido que está a viver - mas somente está a recordar o que era 'ontem' e a prolongar isso.
 
A memória, o banco de dados que permite a existência acontecer é apenas isso mesmo - um banco de dados - um local onde vamos armazenado vivências, experiências, emoções e ideias de um determinado momento.
 
Se por um lado é necessário esse mecanismo, por outro lado aprisiona-nos caso não estejamos despertos! A mente por si só, não tem poder nenhum, se não a usares nesse sentido - ela simplesmente continua a processar o que sempre processou. A única forma de fazeres algo com a mente é 'aniquilares' a memória de uma vez e aí sim, a mente ficará livre para novas instruções e comandos.
 
Mas como podemos ver-nos livres da memória?
Não podemos!
Ela está sempre presente, a seguir-nos. Caso contrário não haveria o que chamamos de maturidade, crescimento ou desenvolvimento humano, ao nível de consciência.
Na verdade, tu és a memória. Quando te perguntam quem és, qual a primeira resposta que dás? O teu nome - e o teu nome é memória - algo que os teus pais te deram. A verdadeira resposta seria - 'não sei'!
Não sei, porque quando vivemos na consciência de que somos o que está além memória, o 'antes' da programação instituída pela sociedade, pelos pais, sabemos que somos algo que não se identifica com o espaço e o tempo.
 
Mas como é que esta verdade me serve para a minha vida diária? - perguntas!
Quando tens presente a lembrança de que és a fonte. De que a memória é apenas um mecanismo, necessário - tal como o computador precisa do seu disco rígido - que apenas serve para registar. A tua mente é aquele que 'usa' a tua memória e o que lhe dás a cada momento para que tu possas existir, experienciar, viver, sem perder nada do momento.
 
Então a melhor forma de lidares com a memória, não será naturalmente eliminá-la, curá-la, transformá-la ou fazer mil terapias com ela - basta apenas entenderes isto e de seguida, nos teus 10 minutos diários matinais e à noite, olhares para essa memória com um sorriso, sabendo que são apenas registos de acontecimentos, e lentamente vais perceber que te vais distanciando da necessidade de viveres na memória - e aí sentirás menos sofrimento e dor.
 
O meu papel é ajudar-te a tomar essa consciência.
Nada fora de ti, pode 'curar-te ou resolver-te', de alguma forma e perante as leis divinas da vida, tu já ÉS RESOVIDO, só tens de te lembrar disso!
 
Bale?
 
Abraço-te naquilo que és verdadeiramente - o agora, o não sei, a fonte, o eterno!

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