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8 de março de 2026

Somos humanos. Somos vida

 Somos humanos. Somos Vida.

A vida é muito mais do que a repetição de comportamentos e o ajuste na criação de condições para uma vida mais ‘segura’ e ideal. 

A vida é o pulsar em uníssono com o todo, a experiência em ser inteiro e a possibilidade de nos tornarmos eternos em consciência.

 

Descobrimos, inventamos, criamos e recriamos. 

Atiramo-nos para o universo longínquo, na tentativa de percebermos um pouco mais sobre a nossa origem e finalidade aqui, e mesmo assim continuamos sem coragem para assumir a própria vida, esse pulsar que nos faz acontecer a cada momento.

 

Quando olhamos para uma flor ou para uma árvore, o que vemos é somente – vida – algo que está simplesmente a acontecer… a expressar o mais belo do pulsar que em si habita. O mesmo acontece quando contemplamos um lago, um riacho ou a forma de uma montanha – o que observamos é vida, é o acontecimento mais belo da existência, a naturalidade na sua expressão original e pura a acontecer simplesmente.

 

Continuando a observar a vida desta forma, na ligação à grande mãe terra percebemos que até na sua existência, tudo parece fluir tendo por base uma adaptação natural e uma flexibilidade que corresponde naturalmente ao grande ciclo existencial. Podemos perceber nessa mesma adaptação, um profundo respeito e ‘dança’ equilibrada, entre o que é e vive, o que já não é e não vive, o que está em vias de ser e de viver e o que está em vias de deixar de ser, ou em vias de morrer. Tudo parece coexistir e nada questiona a problemática existencial, nada se ‘preocupa’ com ‘porquês’ ou tenta arranjar justificação para a sua existência – somente acontece!

 

Nós humanos, que supostamente deveríamos pensar e usar a nossa inteligência pura e original na construção de condições para viver uma vida mais inteira e feliz – como observamos na natureza – gastamos o tempo a olhar ‘para fora’ e a tentar alcançar o inalcançável. Passamos a vida a correr atrás de uma resposta, a questionar quem somos e o que estamos aqui a fazer. Camuflamos a energia original tornando-nos cópias descartáveis e sem ‘sal’. E no fim de tudo, ainda reclamamos e vivemos insatisfeitos…

Como funciona todo este processo que nos faz seguir o que não é natural? O que acontece dentro de nós que nos faz acreditar que ‘ser original’ é perigoso ou nos coloca à margem da sociedade?

 

As referências parentais e a formação do individuo

Tudo começa no momento em que estabelecemos ligação com o que vivemos, na fase de bebé. No momento em que associamos emoções aos acontecimentos e a chamar-lhe nomes, criamos uma plataforma que se identificará com a identidade e personalidade, que perdurará durante a nossa existência.

Aquilo que observamos e vivemos, ajuda na criação do cenário que corresponde ao que naturalmente chamamos de ‘eu’. Nesta fase ninguém nos explica o modo como tudo funciona. Ninguém nos diz que devemos ser meros observadores, testemunhas de tudo o que se passa à nossa volta, muito pelo contrário - somos envolvidos muitas das vezes como personagens principais.

Não existe alternativa a este processo construtor. Um processo natural que nos permite crescer, evoluir e viver. Ao longo da nossa existência, muitas foram as experiências associadas ao comportamento humano na tentativa de criar o ‘humano ideal’. No entanto e após todos estes anos, continuamos a acontecer da mesma forma – usamos os nossos pais ou quem nos criou, como referência e formamos com base nisso a nossa identidade. Um procedimento essencial e natural ao prosseguimento da vida inteligente e consciente.

Já imaginou se tal não acontecesse? Corríamos o risco de nascer humanos e crescer acreditando que seríamos árvores, flores, rios ou qualquer outra coisa com que nos identificássemos.

Portanto as referências parentais são necessárias e existirão sempre na formação do individuo. A mudança ou aquilo a que chamamos evolução de consciência acontece nos meandros da formação entre existências e parentescos. Refiro-me à informação genética dos antepassados presentes no ADN.

Um bebé traz consigo informação genética da árvore familiar e de todos os seus antepassados, como partes integrantes e naturais da sua essência original. As referências que encontra na construção da identidade, irão ajustar-se e ligar-se com toda a informação celular e daí, dependendo de cada ligação, o ‘individuo’ surge, como uma obra exemplar e única.

Aparentemente todos já sabemos de tudo isto. No entanto, é necessário relembrar que, afinal de contas somos humanos e que não faz sentido - por um lado perdermos a nossa existência na procura do que e de quem somos, e por outro continuar a alimentá-la com questões que de uma forma ou de outra podem contribuir para o que vemos hoje no mundo. 

Num tempo em que ainda procuramos respostas e em que o mundo continua em guerras estúpidas e desprovidas de inteligência original - onde centenas de inocentes veem a sua experiência de vida interrompida, em prol de supostos ideais, religiões e crenças que condicionam a essência primordial, é importante fazer referência a questões como estas, que, de tão óbvias se tornaram esquecidas e sem importância ao longo da nossa evolução como humanos.

Ser humano

Humano deriva do latim ‘homem sábio’. 

Homem sábio é o homem que usa o seu potencial mais puro e original. Potencial mais puro é o acontecimento natural que vem de dentro, em que o homem não questiona quem é, onde está e para onde vai, porque dentro de si já sabe a resposta. 

Ser humano é portanto a expressão do mais verdadeiro, original e puro, na condição natural e adaptada à existência inteligente.

Afinal de contas estamos aqui apenas para ser o que somos. Nem mais nem menos – meros humanos! Nascemos, acedemos ao banco de dados e formamos a nossa ideia sobre nós próprios e o mundo. Experimentamo-nos e desenvolvemo-nos através da vivência real direta, com quem está próximo e nos educa e com quem escolhemos ser. E em todo este processo ainda temos a possibilidade de sentir, escolher, definir, decidir e seguir ou não o que nos impõem como ideal. Maravilhoso não acha? Mas, algo parece não estar certo – se tudo isto está claro na nossa mente, porque continuamos a proceder como se o não soubéssemos? Como se o tivéssemos esquecido?!~

A engrenagem mecânica óbvia e natural da vida, cria por si só uma espécie de ‘mistura’ de realidades e possibilidades, que para os mais desatentos ou envolvidos pelo grande senhor ego passam completamente ao lado. O mesmo já não acontece ao humano ‘desperto’, ao humano que acordou do sono profundo em que se encontrava – esse tem a possibilidade de viver plenamente na posse da sua condição sábia e natural – a esse sim, nós podemos chamar de ‘humano’.

Seja como for, o passo mais certo será sempre aquele que for dado na direção do seu próprio centro, dentro de si, consigo e para si. Aí sim, encontrará o humano puro e inteiro que sempre procurou.

Sejamos pois humanos – só isso!

 Guitta 


7 de março de 2026

Saúde mental e espiritualidade

Saúde Mental e Espiritualidade

Uma correlação com impacto real no bem-estar humano

Num mundo marcado pela aceleração constante, pela pressão social e pela incerteza, a saúde mental tornou-se uma prioridade global. Paralelamente, cresce o interesse pela espiritualidade enquanto dimensão essencial da experiência humana.

Mas será que estas duas esferas se cruzam? E, se sim, de que forma?

A investigação científica das últimas décadas sugere que existe, de facto, uma correlação significativa entre saúde mental e espiritualidade — uma relação complexa, mas frequentemente positiva.

O que entendemos por saúde mental?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, saúde mental não significa apenas ausência de doença, mas sim um estado de bem-estar no qual o indivíduo reconhece as suas capacidades, consegue lidar com o stress normal da vida, trabalha de forma produtiva e contribui para a comunidade.

A saúde mental integra múltiplas dimensões:

- equilíbrio emocional

- capacidade de adaptação

- qualidade das relações

- autoestima

- sentido de propósito

Não é estática — oscila ao longo da vida e é influenciada por fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais.

Espiritualidade: mais do que religião

A espiritualidade refere-se à procura de significado e propósito, podendo ou não estar associada a uma religião organizada. É uma dimensão subjetiva que envolve valores, crenças e experiências interiores.

Pode expressar-se através de:

- meditação

- oração

- contacto com a natureza

- práticas contemplativas

- reflexão ética e existencial

Importa sublinhar que espiritualidade e religiosidade não são sinónimos.

A religiosidade implica pertença a uma tradição estruturada; a espiritualidade é mais ampla e pessoal.

Onde se cruzam?

A literatura científica aponta para vários pontos de interseção entre espiritualidade e saúde mental:

1. Regulação emocional e redução do stress

Práticas espirituais como a meditação e a oração estão associadas à redução dos níveis de ansiedade e stress. Estas práticas promovem estados de calma, aumentam a atenção plena e ajudam na gestão das emoções.

2. Resiliência perante a adversidade

A crença num propósito maior pode oferecer uma estrutura interpretativa para lidar com o sofrimento. Pessoas que atribuem significado às experiências difíceis tendem a desenvolver maior resiliência psicológica.

3. Sentido de vida

Um dos fatores mais fortemente associados ao bem-estar é a perceção de que a vida tem significado. A espiritualidade contribui diretamente para essa construção, promovendo coerência interna e direção existencial.

4. Suporte social

Quando associada a comunidades religiosas ou espirituais, a espiritualidade pode oferecer redes de apoio, reforçando o sentimento de pertença — um fator protetor contra a depressão e o isolamento.

A dimensão clínica: integração e limites

Nos últimos anos, profissionais de psicologia e psiquiatria têm reconhecido a importância da dimensão espiritual na prática clínica. Avaliar crenças, valores e fontes de significado tornou-se parte de abordagens terapêuticas mais integrativas.

Contudo, é essencial clarificar: espiritualidade não substitui acompanhamento médico ou psicológico. Em casos de perturbações mentais, o tratamento especializado é fundamental.

Além disso, determinadas interpretações religiosas rígidas ou culpabilizadoras podem agravar sofrimento psicológico, gerando conflitos internos ou sentimentos de inadequação. A espiritualidade saudável é aquela que promove aceitação, compaixão e crescimento — não medo ou culpa.

Um olhar holístico sobre o ser humano

A tendência contemporânea aponta para uma visão mais integrada da pessoa, considerando-a como um ser biopsicossocial e espiritual. Ignorar qualquer uma destas dimensões pode limitar a compreensão do bem-estar global.

A correlação entre saúde mental e espiritualidade não é automática nem universal, mas os dados sugerem que, quando vivida de forma equilibrada, a espiritualidade pode funcionar como um recurso interno poderoso.

Num tempo em que o mal-estar psicológico é uma realidade crescente, talvez a resposta não esteja apenas na gestão dos sintomas, mas também na redescoberta do sentido.

A espiritualidade não elimina a dor, mas pode transformar a forma como a compreendemos.


Joaquim Caeiro – O Guitta

Psicoterapeuta da Alma & Life Coach / Hipnoterapeuta – Professor de Meditação

www.jcaeiro.blogspot.com

 

 

 

5 de março de 2026

Saúde mental e coerência cardíaca

 Saúde mental e coerência cardíaca 

A saúde mental é um pilar essencial do bem-estar humano, influenciando a forma como pensamos, sentimos, reagimos ao stress e nos relacionamos com os outros. 

Num mundo cada vez mais acelerado, marcado por exigências constantes e estímulos contínuos, torna-se fundamental compreender e adotar práticas que promovam o equilíbrio emocional e psicológico. É neste contexto que a coerência cardíaca surge como uma ferramenta simples, eficaz e cientificamente estudada para apoiar a saúde mental.

O que é a coerência cardíaca?

A coerência cardíaca refere-se a um estado de equilíbrio entre o ritmo cardíaco, a respiração e o sistema nervoso autónomo. 

Quando respiramos de forma lenta, regular e consciente, o coração passa a bater de maneira mais harmoniosa, criando um padrão rítmico estável. Este estado favorece a comunicação entre o coração e o cérebro, promovendo uma resposta fisiológica de calma e regulação.

Ao contrário do que muitas vezes se pensa, não é apenas o cérebro que comanda o corpo: o coração envia continuamente sinais ao sistema nervoso central, influenciando emoções, níveis de stress e capacidade de concentração.

Impacto na saúde mental

A prática regular da coerência cardíaca tem demonstrado benefícios significativos na saúde mental. Um dos principais efeitos é a redução do stress e da ansiedade. 

Ao equilibrar o sistema nervoso autónomo, diminui-se a ativação excessiva do sistema simpático, associado ao estado de alerta e tensão e fortalece-se o sistema parassimpático, responsável pelo descanso, recuperação e sensação de segurança.

Este equilíbrio contribui para:

- Redução de sintomas de ansiedade e irritabilidade

- Melhoria do humor e da estabilidade emocional

- Aumento da clareza mental e da capacidade de tomada de decisão

- Melhoria da qualidade do sono

- Maior resiliência emocional perante desafios do dia-a-dia

Em situações de stress crónico, o corpo e a mente permanecem em estado de alerta constante, o que pode levar ao esgotamento emocional e psicológico. A coerência cardíaca atua como um regulador interno, ajudando a interromper este ciclo e a restaurar um estado de maior equilíbrio.

A ligação entre emoções, coração e mente

As emoções têm um impacto direto no ritmo cardíaco. Emoções como medo, raiva ou frustração tendem a criar padrões cardíacos irregulares, enquanto emoções como gratidão, calma e segurança favorecem padrões mais coerentes.

Ao praticar a coerência cardíaca, não estamos apenas a controlar a respiração, mas também a criar um espaço interno mais propício à regulação emocional.

Com o tempo, esta prática ajuda a desenvolver maior consciência emocional, permitindo reconhecer estados internos antes que se tornem avassaladores. 

Assim, a coerência cardíaca não substitui outras abordagens terapêuticas, mas complementa-as de forma eficaz.

Uma prática simples e acessível

Uma das grandes vantagens da coerência cardíaca é a sua simplicidade. 

Bastam alguns minutos por dia de respiração consciente — geralmente inspirando pelo nariz e expirando pela boca de forma lenta e ritmada — para começar a sentir benefícios. 

A regularidade é mais importante do que a duração, tornando esta prática acessível a pessoas de todas as idades.

Conclusão

A relação entre saúde mental e coerência cardíaca evidencia a profunda ligação entre corpo, emoções e mente. Ao aprender a regular o ritmo cardíaco através da respiração, abrimos caminho para um maior equilíbrio emocional, redução do stress e melhoria da qualidade de vida. 

Num mundo onde a saúde mental é cada vez mais valorizada, a coerência cardíaca surge como uma prática simples, natural e poderosa para promover bem-estar e autocuidado consciente.


Joaquim Caeiro - o Guitta

Psicoterapeuta da Alma e Life Coach - Hipnoterapeuta e Professor de Meditação

www.jcaeiro.blogspot.com

 

 

7 de dezembro de 2025

Um Curso em Relacionamentos

 

UM CURSO EM RELACIONAMENTOS
Modalidade Online - 6 de Janeiro - 21h

Um Curso em 'Relacionamentos', é um curso de excelência para a construção de relacionamentos mais felizes e verdadeiros.
Organizado em módulos temáticos, que considero essenciais à boa estrutura emocional, psíquica e energética dos relacionamentos - em todas as áreas da vida - esta jornada convida-te a um confronto real com a tua capacidade de te veres a ti mesmo e à forma como te relacionas com o mundo e naturalmente, contigo mesmo!
Uma formação em excelência emocional, onde nos será permitido vivenciar e aprofundar a verdadeira conexão com as emoções, a comunicação e a conexão entre o 'eu' e a vida.
CONDIÇÕES:
- Periodicidade do curso: quinzenal
- Duração: 7 meses
- Valor: 25€/Aula ou 45€/Mensais ou 150€ na totalidade em pronto pagamento
- Destinatários: todos os que pretendem desenvolver melhores relacionamentos em qualquer área da vida e/ou terapeutas que pretendam desenvolver capacidades para desenvolver esta temática nos seus cursos ou acções.
O curso deverá arrancar em Janeiro no horário pós laboral quinzenalmente em modalidade ONLINE!!
Mais informações: jcaeiro@live.com.pt

14 de junho de 2024

O foco és tu

 

Tu és a personagem principal, a única que tem acesso ao teu guião e historial.

Tu és, a fonte criadora de todas as coisas.

És tu que crias a forma como te ligas às coisas e às pessoas. És tu que, de uma forma ou outra fazes a gestão de todas as emoções envolvidas em cada situação e momento.

Só tu tens o poder de te desviar do teu próprio caminho, quando escolhes colocar-te em segundo ou terceiro lugar... ou quando escolhes deixr o ego no comando.

Ninguém, por mais que tente, consegue desviar-te do caminho, a não ser que tu assim o desejes. 

Aquele que tentar fazê-lo, somente influencia, dá exemplos, empurra, sugere, manipula ou tenta condicionar - mas, em última instância és sempre tu que decides o que fazer e que linhas de valores e comportamentos seguir. 

A felicidade, o bem estar, a saúde, a paz e amor, emergem do teu centro. Não precisas mendigá-la a ninguém. Tal como cada batida do coração acontece por inteiro, dando vida ao teu corpo, assim tu deves ser relativamente ao que desejas para a tua vida - desejar tudo por inteiro.

É hora de sair da frequência da carência e do contentamento com migalhas. É hora de abrir o coração e permitires-te receber por inteiro o que mereces e sabes estar alinhado com a tua frequência.

É hora de imprimires nas tuas células o selo do merecimento e distanciares-te de tudo o que não te acrescenta ou expande.

Não tenhas medo, quando abres o coração ao melhor, só o melhor poderá surgir.

Por vezes, o cenário parece sombrio e duvidoso, mas lembra-te que é na incerteza que o movimento de todas as possibilidades se faz acontecer. Confia, sorri e avança sempre na tua direção.

Nada acontece ao acaso e tudo está interligado!

Terás de fazer a tua parte. Parte que é essencial à criação do fluxo que desejas para a tua vida.

Basta manteres o foco em ti e assegurar o teu suporte e alicerce.

Para que, sempre que forças e energias contrárias te tentarem desviar do teu caminho, possas ter a clareza, a sobriedade e a lucidez para te afirmares e te reposicionares.

O que te faz sentir feliz e em expansão? 

O que te faz sentir entusiasmo e manter conetada à vida? 

O que te faz levantar da cama com alegria sem esperar retorno ou pagamento por isso?

Todos os dias são dia. Porque todos os dias tu existes e contribues para o teu próprio caminho.

Ao acordar, irás sorrir e repetir para ti mesma baixinho:

' ....... (nome) amo-te e estou verdadeiramente comprometida em honrar a tua jornada aqui. Acolho e dou atenção a tudo o que me eleva e faz feliz, descarto e largo tudo o que já não me acrescenta ou não serve!'

Por agora, contando mentalemente de 100 para 0, pausadamente, relaxa e entrega-te ao sono reparador que tanto mereces e precisas.

Sente o conforto do teu próprio abraço em ti... e deixa-te embalar pelo movimento da respiração.

Guitta

1 de setembro de 2023

Equilibrar a vida


Equilibrar a sua vida

O homem procura o seu propósito na Terra, esquecendo-se do seu equilíbrio. Depois decide procurar o equilíbrio esquecendo-se do seu propósito!

Missão Pessoal – um propósito da Alma
- A escolha e o compromisso

Acredito que a vida é o reflexo de uma escolha profunda e sóbria da Alma.
A verdadeira aprendizagem da Alma encontra-se na tomada de consciência do papel que desempenha na sua própria escolha como caminho evolutivo na terra. Ao assumir um compromisso consigo mesma, ao nível do inconsciente, a Alma, estabelece prioridades e mecanismos de acção internos que lhe permitirão identificar o percurso e o objectivo da sua escolha, criando assim uma possibilidade fantástica de reconhecimento e sensação dejávu em tempo real.

Viver no agora é perceber a sincronicidade da vida
- Nada é por acaso

Já lhe aconteceu de certeza num determinado momento sentir uma sensação especial de clareza, como se de repente tudo ficasse mais brilhante, mais claro e mais real. Na verdade ao atingir esse estado está a situar-se no agora - o estado de paz e pleno da Vida. Levamos muitas vezes a vida carregando e manifestando traumas ou bloqueios referentes ao passado, e ao mesmo tempo preocupados com o futuro, deixando que o presente apenas se manifeste como um disfarce ou algo irreal e quase imperceptível. Quando vai de férias por exemplo, sente imensa vontade de viver esses momentos magníficos de lazer e descanso que acaba por se projectar antecipadamente, vivendo-os mentalmente muitas vezes. A ansiedade e o desejo em viver um determinado momento, faz com que este se torne quase real na sua mente. Quando chega o momento que tanto ansiava, a sua mente de uma forma muito subtil assume que já lá esteve, tornando esse momento quase imperceptível como o anterior presente. E quando tenta resgatar o tempo presente já não o encontra e a sua mente fica confusa e vivendo fora num tempo que não é tempo!
A vida é o momento e esse é único e necessário à evolução do homem. Para viver o agora deve antes de tudo parar, respirar tranquilamente (inspirando pelo nariz e expirando pela boca), e tomar consciência que esse momento é o único em que tudo se torna possível! Ao conseguirmos viver no agora, apenas estamos a manifestar o estado natural da vida e ao mesmo tempo a aumentar a percepção de tudo o que nos rodeia. É aí que tudo se torna mágico e verdadeiramente claro! É aí que percebemos a complexa simplicidade da vida e a forma como tudo se interliga e relaciona. É aí que percebe que nada é por acaso e que não existem coincidências mas sim sincronicidades!

Como construir os alicerces que nos levam ao verdadeiro equilíbrio da vida?
1 - Resgate do Poder Interno através da respiração
Ao estipular a disciplina na respiração diariamente – inspirando pelo nariz e expirando pela boca – permitirá ao seu Eu Interior libertar-se das amarras e abrir as portas a memórias profundas e necessárias a ligações evolutivas.

2 - Criação de condições para meditar ou esvaziar a mente
Ao respirar deve mentalizar a palavra ‘vazio’, ou ‘silêncio’, e ao expirar deve mentalizar a palavra ‘relaxo’, ou ‘eu sou’. Outra técnica é, após umas breves respirações, usar o seu dedo médio e indicador, juntos, dar ligeiras pancadinhas na zona da sua terceira visão ou centro da testa até sentir uma sensação de confusão ou vazio. Nesse momento pare e observe apenas a sua respiração. Lembre-se que a mente é como um copo de água, quando cheio transborda, sendo necessário esvaziar para voltar a encher!

3 - Reprogramação e reeducação da mente
Reprogramar ou reeducar a mente faz parte de um processo inteligente e cada vez mais necessário nos nossos dias. Não precisamos de andar numa escola profissional para o fazermos, basta para isso entender a forma como o processo se desenvolve. Basta perceber que a mente apenas processa uma coisa de cada vez e que tudo o que assume torna-se a sua realidade. Ao criar hábitos de pensamento positivo estamos apenas a alterar a forma como se dá o processamento interno da mente.

4 - Aceitação do ser terreno que somos - ponte entre a terra e o céu
Para evoluirmos é necessário a aceitação do terreno antes de tentarmos tocar o céu!

Ser apenas é o verdadeiro objectivo do ser humano! O universo e a vida são tão perfeitos que, mesmo sem sermos no estado pleno, já o somos no outro estado, e de qualquer forma já o estamos a ser!

Torne-se aprendiz de si mesmo!
Namasté

JC

25 de agosto de 2023

A vida e o amor


 

A Vida e o Amor - Companheiros Inseparáveis


A realidade que rodeia o ser humano depende da sua própria perspetiva. Se pararmos e olharmos à nossa volta, observamos a forma como tudo se desenrola!

Em cada manhã, a maior parte do ser humano repete a mesma postura, os mesmos hábitos e comportamentos... em cada manhã baseados em associações de experiências vividas, criamos o nosso universo, as nossas possibilidades, capacidades e oportunidades!
De acordo com o que acreditamos, assim é a nossa 'estrada' da vida! POr mais fácil que seja entender toda a teoria que envolve a mudança e o percurso necessário ao bem-estar do ser humano, torna-se complicado, para muitos, colocar em prática o que à partida já tem conhecimento!

Vida: uma escola de aprendizagem
Vejo a vida como uma escola - uma escola de aprendizagem e crescimento pessoal e espiritual. Acredit que cada um de nós escolheu a sua própria 'especialização' e todas as condições para tornar possível esta aprendizagem!
A sua missão terrena é encontrar-se consigo mesmo... é perceber que o poder está em si, e que o seu maior propósito é aceitar-se por inteiro! É a tomada de consciência que a vida é a única forma de manifestar a essência do ser no seu sentido mais primário. Dentro dos seus limites e condicionalismos, a vida terrena, é na verdade a escola onde o ser humano pode crescer e ascender à vibração do amor.

Você é o seu próprio criador
Naquilo que sente, naquilo que faz, naquilo que projeta, naquilo que pensa, tudo se inicia em si ... e também termina em si - já pensou nisso? Já viu as coisas desta forma? Afinal de contas é você o seu próprio criador, pois tem o poder sobre si mesmo ... 

Sabendo tudo isto, porque é que não temos coragem de dar o passo que já sabemos que pode contribuir para o nosso bem-estar?

» Temos medo do desconhecido
Habituamo-nos à zona de conforto - tudo se torna mais fácil e confortável quando se trata de algo que já conhecemos - temos medo do desconhecido!

» Não assumimos a responsabilidade total
Transportamos registos e memórias de outras vidas e de infância que nos ajudam a ignorar - aprendemos a culpar os outros e o exterior por tudo o que nos incomoda, omitindo na nossa vida consciente a importância que esses registos e memórias tem para a nossa aprendizagem e crescimetno pessoal.

» Somos prisioneiros de nós mesmos
Crescemos numa sociedade que nos impõe regras, valores e hábitos que acredtiamos serem os mais corretos. Ao longo da vida perdemos a capacidade de reinventar, ou criar algo novo! Sem nos apercebermos disso, estamos a alimentar o sistema que também apontamos como culpado.

Na verdade, a maior dificuldade do ser humano em dar o passo, encontra-s na incapacidade de sentir o amor! O amor pelo mundo, pelos outros e pela vida, mas acima de tudo e o mais importante - o amor por nós mesmos!

Amor: Alicerce da Vida e Felicidade
Numa altura em que procuramos respostas e nos atrevemos a iniciar um caminho de descoberta interior, torna-se necessário evidenciar a importância de da essência básica da vida - o Amor! Desde o primeiro suspiro, mesmo antes de conhecermos o mundo, ainda na barriga da nossa mãe, somos elevados a uma vibração sublime e perfeita.

Independentemente do que a mãe possa sentir, acredito que o próprio corpo desenvolve capacidades ligadas à perfeição e organização sábia da vida, tornando possível a criação do ser. Seguindo padrões e referências através de associações, o ser humano desenvolve a sua vida através das suas vivências e experiências nos relacionamentos.

Como um ciclo estruturado e previamente criado, a vida desenvolve-se como uma roda. Desdeo inicio da sua existência - mesmo ainda na barriga da mãe - o relacionamento é a ferramenta essencial na concretização da vida. Relacionamo-nos com tudo o que nos rodeia. Nas mais diversas àreas da vida, tudo encontra o seu sentido através do relacionamento. Apesar do primeiro ser conosco próprios, ao longo da vida ensinam-nos a relacionar e a dar cada vez mais importância ao relacionamento com o exterior, que apesar de ser necessário torna-se o 'calcanhar de aquiles' no processo de crescimento e reencontro da paz interior tão desejada!

Construa o Amor dentro de si!

Já percebeu que a única pessoa que vai estar consigo a vida inteira, quer queira ou não, é você mesmo?
Ao tomar consciência que a sua perspetiva na vida é completamente diferente de todos os que o rodeiam, consegue aceitar mais facilmente  comportamento do próximo!

Ao perceber que avida só existe porque você existe, faz com que centre cada vez mais em si. òdios, raivas, desentendimentos, estão na base dessa inconsciência - passamos a vida a achar e a desejar que o nosso ponto de vista poderá ser alcançado pelo próximo. Por mais entendimento que exista entre dois seres, JAMAIS alguém vai olhar a vida como você olha!

Centre-se em si e trabalhe para si, pois tudo o resto acontecerá naturalmente de acordo com a sua consciência. Ame-se! Não acredita nisso? Não sente isso? Atue... pois ao atuar a memória celular vai ajudá-lo nesse sentido. Experimente visualizar uma cena que o preocupe, feche os olhos, inspire pelo nariz e expire pela boca, relaxe e sina as emções que fazem parte da cena em questão. Ao mesmo tempo, sem abrir os olhos, faça aquele sorriso de orelha a orelha, movendo apenas os musculos do rosto e mantenha-se assim... que sente?... percebeu a diferença na emoção? ... a cena não lhe parece mais simples?

Isto acontece porque a mente funciona por estímulos e associações. Ao esboçar um sorriso - mexendo apenas os musculos do rosto - as instruções que chegam ao cérebro é que aquele movimento está associado a um momento de felicidade e bem-estar, fazendo com que a vibração, ou emoção sentida altere. Na vida devemos tomar eata postura - contrariar! Pois, se continuamos a fazer o que sempre fizémos, vamos ter o que sempre tivémos.

Trabalhe o poder emocional
No seguimento deste exercicio, pode trabalhar o poder emocional que os outros exercem sobre si - imaginando essa pessoa ou pessoas de várias formas ridiculas ou engraçadas, como por exemplo, imaginar a pessoa pintada às bolinhas, sentada na sanita, congelada, ou a diminuir, são apenas alguns exemplos que lhe poderão ser úteis para criar condições para ver a solução ao problema! Ao perceber o controlo que tem sobre a sua mente, vai ajudá-lo a iniciar uma caminhada na transformação do que sente por si mesmo! Ao proteger-se, ao criar esta postura, vai permitir ao seu EU mais profundo, manifestar a sua verdadeira essência, pois está a construir o amor dentro de si!

Lembre-se que:
«O amor e a vida são companheiros inseparáveis, não podem existir um sem o outro! O que falta na consciência da vida está presente na essência do amor»!

A roda da vida

Porque sofremos?
Porque criamos expetativas e ilusões?
Porque transportamos problemas e situações que não nos dizem respeito?
Porque cimentamos a ideia de que é impossível a concretização de sonhos e vontades?

Todas estas respostas poderão ser encontradas quando percebemos a verdadeira importância da tomada de consciência do amor.
Através da roda da vida, conseguimos perceber as diversas àreas que podem implicar o uso dessa maravilhosa vibração. Conseguimos perceber que se usarmos o amor em todas elas, vamos sentir-nos realizados e preenchidos. O sucesso da vida depende dessa consciência!

Observe a figura seguinte:

Como fazer para garantir o sucesso na roda da vida?
Reflita:
» Já se apercebeu que é um ser único na terra?
» Já se apercebeu que tudo o que viveu na sua infância, no seu crescimento, desde sensações, emoções, traumas, etc., foram apenas vividos por si? Mesmo que existam situações aparentemente semelhantes, nunca niguém vai sentir o que sentiu, ou viver o que viveu - pois não tem o seu corpo, os seus olhos e os seus sentidos!
» Já se apercebeu que a procura do Amor deve-se ao fato de não se amar a si mesmo?! Pis quando se ama verdadeiramente, não se procura, já faz parte!

Precisamos de uma vez por todas encher-nos de coragem e asumir que o primeiro passo a dar é sentir amor por nós próprios!
- Como posso desejar que alguém me ame, se eu próprio não o faço?
- Como posso desejar que alguém me respeite, se eu próprio não o pratico?