Professor de Meditação | Psicoterapeuta da Alma & Life Coach | Orador | Escritor | Hipnoterapeuta | Sexualidade Sagrada

4 de dezembro de 2016

Será que me casei com o meu pai? Será que me casei com a minha mãe?

É comum, na maior parte das queixas apresentadas nas consultas, histórias de casais que vivem juntos à décadas, numa postura que faz lembrar a postura do pai-filho ou mãe-filho.

Como já escrevi outras vezes, todo o ser humano quando está em processo de resolução interna, ou não está em paz com a vida, acaba por atrair para o relacionamento a figura representativa do sexo oposto ou do mesmo sexo, no caso da homossexualidade, que represente na sua maior parte, as referências vibratórias associadas ao que mais foi expandido nessa mesma resolução e ao que precisa ser integrado ou 'curado'!

Para melhor entender esta questão, fica aqui um exemplo real de uma paciente:

Sofia (nome fictício), queixava-se de que levou a vida inteira a preparar-se para atrair um relacionamento ideal, tendo por base o exemplo positivo do seu pai, que acabou por atrair o contrário do que esperava, no comportamento pai, controlador e protector.

O que teria acontecido aqui?
A Sofia focou-se tanto no desejo de atrair alguém como o pai, que acabou por desenvolver em associação um subtil mas real, receio em não conseguir atrair para a sua vida o 'homem ideal'. Ou seja, mesmo que de uma forma subtil o receio sobrepôs-se ao desejo e ao acreditar de Sofia, que naturalmente atraiu sim, alguém com postura paternal, mas o oposto do que pretendia.

Outra situação...

António (nome fictício), sempre viveu em zanga com a sua mãe e desenvolveu uma espécie de rejeição doentia por aquela que o trouxe a esta vida. Nos seus relacionamentos desenvolvia sempre uma postura 'desligada' e com pouca vontade de grandes compromissos. Até que conheceu Arminda (nome fictício), uma senhora 13 anos mais velha que ele e que de uma forma semelhante - ao contrário - com o seu filho, esta mãe vibrava uma espécie de rejeição e falta de entendimento com o seu único filho que se traduzia vazio, tristeza e mágoa. Sem saberem detalhes da vida um do outro, a química acendeu-se e a paixão aconteceu - como se algo invisível os fizesse sentir algo nunca antes sentido.

Esta situação é maravilhosa, do ponto de vista de 'laboratório' e no entendimento das relações. Ver estas duas almas a interagir, vê-se nitidamente a postura desta senhora como mãe e a postura do António como filho. Ou seja, encontraram uma forma de 'satisfazer' este vazio e 'camuflar' de alguma forma a questão a resolver - até determinado ponto!

O que acontece com este tipo de envolvimentos, pode variar de acordo com a consciência evolutiva que cada um e os dois em conjunto vão alcançando através da experiência de vida em conjunto.
Muitas das situações terminam até mesmo antes de as pessoas envolvidas terem tomado consciência do que atraíram e a forma como isso aconteceu, correndo o risco (90% de possibilidades), de atrair uma outra situação semelhante, mesmo que disfarçada de outra personagem ou história.

Tudo está certo, pois nesta experiência que chamamos vida, tudo é possível.
O que conta na realidade, que nos fez criar o conceito de 'certo' ou 'errado' é a questão associada ao que sente perante essa vivência real. 
Se nos sentimos bem, em paz, felizes perante a presença figurada da mãe ou do pai, e se isso nos faz sentir plenos com a vida, tudo está certo. O problema é se esta postura começa a interferir na essência da felicidade, aí, torna-se necessário olhar para a situação e entendê-la. O que não quer dizer necessariamente terminar com ela!

Na maior parte das vezes, despertar a tempo para olhar para a situação, pode ser o trampolim que precisávamos para o despertar - o verdadeiro despertar - e a resolução plena de nós mesmos.

Se observarmos a maior parte dos relacionamentos, conseguimos sempre detectar uma outra referência do 'pai' ou da 'mãe' na postura entre o casal. O incrível de tudo isto, é que a maior parte do ser humano vive este tipo de situações, enfrentando casamentos infelizes, frustrados, separações e tudo o que envolve uma família, e só agora começa a estar um pouco mais desperto para esta possibilidade.

Tens alguma questão dentro desta temática?

Podes deixar a tua questão a seguir ao artigo e terás a resposta em breve! ;-)

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