Meditações

A meditação é uma forma de ires dentro de ti mesmo, uma forma de reconhecer a tua origem, a tua raíz. Mais do que uma disciplina, a meditação é uma porta para a clareza e sobriedade mental e emocional... uma acção ao encontro do mais puro que é, em ti mesmo!

A meditação permite-nos perceber que, não somos o corpo, não somos a mente, nem tão pouco somos as emoções nem a alma. Através da meditação, tomamos consciência que somos esse todo em simultâneo, inseparáveis da fonte, da originalidade mais pura, e além disso, permite-nos perceber que o que realmente somos está muito antes do conceito - antes do eu, antes da nossa história, nome ou definição.

Meditar não é um estado mental, é uma presença ausente, uma consciência que não se pode 'ter' porque a somos em tempo real nesse momento.
Meditar é expandir a consciência a um nível infinito... é perceber que todo o universo é porque nós somos. E nós somos, porque todo o universo é!

A meditação sempre existiu, e esteve presente na acção mais simples do ser humano - o momento em que o ser humano está no presente, entregue apenas ao momento... sem querer saber mais nada... sem se projectar para o momento seguinte. Fazer o que nos faz sentir vivos, e felizes é meditar. Observar a vida, no simples ato de observar, sem acrescentar ou retirar seja o que for do cenário que estamos presenciando, é meditar. Dançar, ser, celebrar, festejar o momento é meditar. Ficar sentado sem fazer nada... rir por nada... ser feliz por nada é meditar. Fazer amor, na entrega mais pura à existência e partilha entre dois seres é meditar. Brincar que nem uma criança, sem medir consequências - porque não fazem parte dessa realidade infantil - é meditar!

Um pouco do meu percurso na meditação 

Só agora começamos a ouvir falar em meditação com alguma convição.
Parece que só agora nos começamos a convencer que afinal os nossos antepassados afinal até sabiam algo certo sobre a jornada interior. Lembro-me do meu avô me dizer algumas vezes que, para se plantar uma semente ou algo na terra, tínhamos de estar livres e convictos que a semente ia germinar - sem lhe atribuir um nome, o meu avô estava a dar-me indicações para meditar nesse ato!

Durante muito tempo pensei que a meditação era apenas para os yoguis e para os mestres desenvolvidos espiritualmente. Ao observar as posturas que os yoguis praticavam, e todas as posturas de contorcionismo, pensava para meditar precisava saber fazer aquilo tudo. E para fazer aquilo tudo, precisava de treino e treino exigia disciplina - e eu não me apetecia passar por esse processo... ou achava que estava demasiado velho para isso!

Li muito, bati a muita porta, na procura de respostas para a realidade interna - que só eu mesmo poderia responder - mas procurei muito por uma alternativa que me levasse ao que Jesus, Buda, S. Francisco e tantos outros apelidavam de paz e amor. Tudo o que encontrava preenchia-me por uns instantes... uns dias... uns momentos, mas em determinado momento sentia que faltava algo maior... 

Já havia lido sobre a meditação, em que o autor se referia ao EU SUPERIOR, como algo puro e quieto dentro de nós (Deepak Chopra).



Já havia lido que existia um potencial infinito que nos permitia aceder a memórias e a registos guardados pela nossa alma a um nível muito profundo (Brian Weiss).




Mais recentemente, aos meus 25 anos, li no livro 'O Poder do Agora' de Eckart Tolle, que o importante era sermos apenas o momento. 




Tudo fazia sentido, mas nada 'batia' cá dentro, parecia que não sentia o que lia. Aquela velha sensação de que sabia no mais puro de mim que era real... ressoava em mim, mas que não conseguia respirar essa verdade!! Escapava-me algo. Existia algo que, ao tentar não tinha em conta - que só descobri mais tarde: se queria ser, teria de deixar de 'tentar'!!


Foi após um confronto directo comigo mesmo que me senti obrigado a parar e a fazer o que nunca havia feito - simplesmente olhar para dentro, sem desejar nada mais a não ser isso mesmo. E foi aí que descobri aquilo que chamo de sensação orgásmica natural - uma sensação que me permitia somente ser, na existência em tempo real, sem me abandonar e ao mesmo tempo sem necessidade de fazer parte - semelhante ao orgasmo.

Esta experiência aconteceu após eu sentir sensações, emoções e surgirem imagens na minha mente interna que sabia não serem minhas. Estava numa sessão de drenagem linfática, com uma senhora que tinha acabado de conhecer e do nada sinto tudo aquilo!

Assustei-me e tive muito medo de voltar ao registo 'sem controlo' semelhante ao que vivi aos 16 anos.
Nesse dia cheguei a casa, e jurei a mim mesmo que iria descobrir o tal EU SUPERIOR, e o que sabia que estava lá e que ainda não tinha respirado!

Após esta descoberta, percebi que tinha encontrado a porta para a paz e o verdadeiro amor. Apenas teria de praticar isso muitas vezes, para que a lembrança em mim fosse maior do que, a lembrança antiga associada a memórias menos boas ou depreciativas a meu respeito. 

Foi aí que comecei a facilitar meditação - sabia que ao fazê-lo estaria a convencer-me e a falar para mim mesmo!


Comecei com a simples meditação guiada, usando o método do Brian Weiss e foi essa consciência que, de alguma forma me preparou para o despertar aos 33 anos. Ao praticar meditação para os outros, eu lembrava-me mais e mais da importância que era torná-la uma prática real, no meu dia-a-dia. Pois, as questões que iam surgindo implicavam investigar mais fundo.

Já passaram 12 anos desde a minha primeira meditação e posso dizer-vos que me sinto apenas no inicio - pois o universo interno é infinito e tão saboroso que não pára de nos surpreender e ensinar a ir cada vez mais dentro de nós mesmos.

Que tipos de meditação existem e qual o mais indicado para o praticante inicial?
Existem muitos tipos de meditação. Desde a dança, ao silêncio, à visualização, ao uso da respiração, aos movimentos sincronizados - são inúmeros os tipos de meditação que existem, e sempre existiram!
Não existe 'o tipo certo' de meditação para um praticante inicial. Tudo depende da sua história, da sua consciência e da sua disponibilidade.

Poderia dizer que a base da verdade em toda esta disciplina se apoia na postura silenciosa do observador e da quietude da conexão ao prana ou energia vital. Mas, não estaria certo de todo, pois é uma definição ou um conceito criado pela minha forma de ver esta disciplina e pela forma como vivi a experiência da mesma em mim.

Como funciona a meditação a nível mental?
A mente é estúpida. O papel da mente é fazer e processar apenas o que lhe dizemos e mostramos para processar, e ela obedece. Se pensarmos na forma como somos robotizados e programados para um determinado estilo de vida e crenças, percebemos o quanto ela (mente) contribuiu para isso.

A mente não é inteligência - não devemos confundir conhecimento com inteligência.
Conhecimento é algo que se acumula, inteligência é algo que é inato, faz parte desde a existência inicial do cosmos e nós e vice-versa.

Então a meditação tem um papel de 'separar' o que é conhecimento e o que é inteligência. Melhor ainda, a meditação ajuda a construir condições no processador original - que pode ser a mente, o subconsciente, o cérebro ... - para que, na ausência de uma ação condicionada pela formatação já criada, possa surgir a originalidade da mais pura consciência ali residente desde sempre.

Devemos meditar todos os dias?
Meditar é o mesmo que alimentar. Alimentamos o corpo com os alimentos, precisamos alimentar a consciência/alma com a meditação diariamente, caso queiramos alcançar o deslumbre do surgimento da originalidade mais pura em nós, e consequentemente a paz e o amor verdadeiros.

Para meditar, precisamos seguir algum guru ou religião?
Muito pelo contrário - meditar é ser livre de tudo isso. 
Os maiores manipuladores da história da existência humana tem sido as religiões, os gurus e filosofias de vida baseadas em seguir algo que alguém descobriu como verdade! Sabemos que, não existem manipuladores sem aqueles que querem ser manipulados. Também sabemos que, se todos fôssemos livres, não estaríamos neste momento a falar, questionar ou a descobrir esta disciplina - seria algo natural e trivial na nossa vida.

Quando descobrimos o centro, percebemos que acedemos a um sem fim de possibilidades e mais do que isso, tomamos consciência do poder criador inato que temos em nós. Acredito que foi aí que todas as disciplinas que conhecemos como associadas à meditação tiveram origem - o Yoga, o Tai Chi, o chi kung, a biodanza, o pilatos, os círculos sagrados... - tudo alternativas que de uma forma original eu já espreitei e desenvolvi ao fim ao cabo, por aceder a essa mesma fonte.

Então, na minha presença poderás encontrar estas variantes de meditação - todas elas criadas e desenvolvidas por minha conta e risco. Comecei com meditação guiada, passei à meditação dançante (quando criei a liberdanza). Encontrei necessidade de tomar maior consciência do movimento sincronizado com a respiração, e surgiu o Ceushi (que é semelhante ao Taichi, Chi Kung e Yoga). Passei pelo silêncio e voltei à meditação dançante, desta vez em círculos (sem saber, estava a tocar a essência da meditação sufi). Em todo este processo, a música, os mantras e exercícios espontâneos (que recentemente identifico e sei que seguem a linha do Yoga Kundalini), sempre me acompanharam, criando raízes e tornando esta jornada ainda mais intensa e verdadeira.

Hoje, nos meus eventos, podes encontrar qualquer uma destas variantes, ou um pouco de cada uma delas.

Para te situares, estas são as meditações que facilito:


» Meditação da Fonte (observação e testemunhar a existência, género Mindfullness, tanto quanto sei...) - a rainha, a mãe de todas as meditações.

» Meditação em Movimento:
- Liberdanza (a arte de dançar e sentir a existência no movimento pulsante da vida)
- Ceushi (a arte do movimento lento, presente, na consciência da presença)

» Meditação Ativa Básica (movimento espontaneo, expressão, uso de vendas nos olhos, resgate do instinto básico a tocar um pouco, pelo que sei,  xamanismo)

» Meditação Ativa Dança com Deus (rodopiar sobre o próprio centro e ir ao encontro do mais sagrado que habita em nós e que somos - o criador)

» Meditação Ativa Círculos Sagrados (coreografias circulares que convidam à expansão do ser, à reconexão à originalidade primordial da existência humana - relacionar-se, ser em conjunto, partilhar, a tocar o xamanismo também)

» Meditação Tântrica (expressão da sexualidade sagrada em nós, o resgate do sentir e do prazer puro)

» Meditação Som da Alma (expressão do som mais sagrado e original em nós, a melodia da divindade que em nós sossega, o som original e único)

Queres saber como se faz?
Queres viver a experiência da meditação?

Realizo sessões de Meditação por convite e nos meus eventos.

Todos os meus eventos tem por base a meditação.
Ou então, caso prefiras, poderás requisitar-me para teu treinador de mente, e ajudar-te-ei individualmente a tornar esta prática uma parceira para o bem estar geral e para uma vida mais feliz e saudável.

Fala comigo, e juntos encontraremos forma de fazer acontecer!

Saudações de paz e amor

jcaeiro@live.com.pt | 960059885 (sms)

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